Experiência de continuidade pedagógica francesa frente ao Coronavirus: A “Operação Nação Aprendiz”

Reflexões iniciais

O COVID-19 colocou grande parte do planeta em uma situação de exceção: quarentena, isolamento social, risco de desabastecimento, pânico nas redes sociais, projeções de quadros econômicos recessivos, etc.  Vários são os impactos destas situações na vida privada e coletiva. Nesta postagem, vamos olhar para a educação. Como ficam nossas escolas, professores e alunos neste contexto de crise mundial?

Em tempos de pandemia, novos desafios surgem no cenário educacional. Um deles é a suspensão de aulas no Brasil e o risco iminente do descumprimento da LDB (que prevê no art. 24 uma carga horária anual de 800 horas distribuídas em 200 dias letivos), que pode comprometer diretamente o aprendizado previsto pela BNCC e nos currículos locais em todos os anos da Educação Básica.

Nesse contexto de aulas suspensas em quase 100% das escolas públicas e privadas, algumas perguntas ficam no ar e suas respostas têm sido construídas pelo poder público no curto prazo:

– Como garantir a segurança da comunidade escolar em tempos de pandemia?

– Como podemos garantir a alimentação para alunos mais vulneráveis que dependem das refeições servidas na escola?

– Como garantir que o aprendizado dos alunos não será comprometido em cenários de suspensões mais longas (superiores a 30 dias letivos) que empurrem o final do ano letivo para 2021?

Em primeiro lugar, gostaria de trazer uma sugestão bem legal para monitorar as decisões e orientações propostas pelos Estados. Qualquer pessoa pode acessar a uma rica curadoria de informações do Instituto Aldeia.

Esta instituição está organizando dados a partir de fontes confiáveis e conteúdos relevantes para os profissionais da educação e demais pessoas envolvidas com o tema. Acreditamos que ter visibilidade de portais com credibilidade evita a disseminação de fake News e a histeria coletiva que estamos vivendo nas redes sociais.

O intuito deste artigo não é mergulhar nas reflexões, mas provocar os leitores que estão envolvidos nelas ocupando diferentes posições na área educacional. Isso porque as soluções propostas tem impacto direto em todos os atores sociais.

Como as ações de continuidade pedagógica em tempos de pandemia impactam nos professores? E os nossos alunos? Até mesmo os pais e responsáveis devem ser levados em consideração neste momento.

Ao nos colocar no lugar de cada um desses stakeholders, certamente teríamos que levar em consideração algumas perguntas básicas, porém desafiadoras:

– Em tempos de pandemia, como lidar de forma institucional com os períodos de suspensão de aulas? Estamos falando de excepcionalidade prevista em lei ou de férias antecipadas para os professores? Como evitar prejuízos à qualidade de vida dos professores?

– Como construir estratégias para reposição de aulas efetivas? Existem muitos questionamentos sobre a efetividade das aulas aos sábados e o uso de ferramentas virtuais para conectar professores e alunos em ambientes remotos.

– Como engajar os pais e responsáveis para que apoiem os estudos domiciliares dos seus filhos? Será que eles estão preparados para ajudar as crianças nessa nova rotina (nova para muitos dos pais, na verdade)? Deveríamos aproveitar este momento de crise para fortalecer o papel das famílias no acompanhamento da aprendizagem?

Para ajudar a responder essas perguntas é importante entender como outros países estão enfrentando o isolamento social e tentando manter seus sistemas educacionais funcionando de forma regular. Vamos sobrevoar a solução francesa, que dentre outras ações, estabeleceu uma grande ação chamada “Operação Nação Aprendiz”, que dá nome a este artigo.

Plano de Continuidade Pedagógica na França

A França é um dos países que apresenta o maior número de cidadãos contaminados pelo COVID-19. No momento em que escrevo este texto (23/03/2020), o rastreador da Microsoft COVID-CORONAVIRUS apontava um total de 19.856 casos confirmados no país.

O sistema de educação francês divide-se em três etapas: Escola Primária, Ensino Secundário e Ensino Superior. O sistema que corresponde a nossa educação básica (Ensino Primário e Secundário) atende mais de 12 milhões de alunos localizados em cerca de 61.900 escolas em todo o território nacional. Para mais detalhes sobre a educação francesa, acesse o link com o relatório estatístico produzido pela secretaria em 2019, que está nas referências ao final do texto.

No dia 28 de fevereiro deste ano (momento em que a França registrava apenas 38 casos confirmados) o boletim oficial da Educação Pública do Ministério da Educação Nacional e Juventude publicou a Circular n ° 2020-056 com as primeiras orientações aos gestores municipais com o intuito de garantir a continuidade pedagógica nas áreas de “risco” definidas pelo Ministro responsável pela Saúde.

A ideia era garantir o vínculo educacional entre professores e alunos, manter o conhecimento já adquirido pelos alunos e permitir a aquisição de novos conhecimentos no caso das escolas serem fechadas ou alunos ficarem impossibilitados de participar das atividades de forma presencial.

O primeiro passo foi garantir a continuidade pedagógica das atividades escolares, com alunos seguindo com seus estudos em casa, com apoio online (para alunos com acesso a internet) e offline (com suporte físico a partir de diferentes serviços públicos como o correio, as universidades e a própria gestão da escola).

Desde o dia 16 de Março, todas as escolas do país foram fechadas e os gestores, professores, pais e estudantes são orientados sobre como utilizar as ferramentas estruturadas pelo Ministério. Neste curto espaço de tempo, os franceses já registravam 6.633 casos confirmados do COVID-19 com 148 óbitos.

Nosso relato neste texto não é aferir valor à estratégia do Ministério da Educação, mas apresentar alguns aspectos referentes ao modelo de atuação. A despeito dos resultados que vão alcançar no final da pandemia, o planejamento estatal parece estar estruturado para garantir, dentre outros elementos:

  • o suporte digital para o desenvolvimento do currículo nacional a partir de trilhas formativas;
  • a garantia da atuação do professor como um facilitador do processo de aprendizagem virtual;
  • uma atuação intersetorial para facilitar a continuidade pedagógica em regime domiciliar;
  • um apoio efetivo às famílias dos estudantes.

São esses quatro pontos que eu gostaria de explorar, pois me chamaram atenção e podem ser o diferencial para o sucesso da estratégia nacional. Estruturamos os próximos tópicos da publicação de forma que eles possam ser visualizados da forma mais descritiva possível.

A plataforma “Minha classe em casa” e as trilhas formativas dos estudantes

O Ministério da Educação e Juventude da França disponibilizou para os estudantes das escolas primárias e secundárias uma plataforma chamada Ma classe à la Maison (Minha classe em casa). Este ambiente foi construído pelo CNED (Centro Nacional de Educação a Distância) com o objetivo de oferecer trilhas formativas para cobrir um período de quatro semanas nos diferentes níveis e etapas.

O material é organizado com o intuito de revisar os conhecimentos trabalhados no início do ano letivo de 2020 a partir de um conjunto de recursos: atividades on-line, sequências de atividades, sessões de treinamento, download de exercícios, livro de registro (diários de bordo), livros digitais, recursos em inglês e espanhol, e ilustrações de apoio.

Os materiais digitais são organizados por componente curricular, autoinstrucionais, interativos e com layout bastante atrativo para os estudantes. Na tela inicial da plataforma é possível fazer um download do resumo das atividades, organizadas por semana. Isso permite uma visualização bem completa de todas as trilhas educacionais para cada componente curricular do programa.

Uma das seções da plataforma, chamada de Livro Digital, permite o acesso aos conteúdos trabalhados em cada etapa da trilha formativa. A partir deste material, responsáveis podem conhecer os assuntos que o aluno trabalhou durante o primeiro trimestre, podendo optar por consultar um resumo desses e-books e trabalhar com ele os capítulos correspondentes.

Vale ressaltar que as plataformas educacionais do Ma classe à la Maison são abertas a todos os estudantes (que recebem um identificador para acessar) e qualquer pessoa que queira conhecê-las. Por isso tive a oportunidade de acessar alguns materiais da disciplina de Educação Moral e Cívica. Quem tiver interesse em explorar os recursos, acesse os seguintes endereços: Ecole.cned.fr (ensino primário) e Ecole.cned.fr (ensino secundário).

Segundo o CNED, o estabelecimento das trilhas formativas não visa substituir o professor, mas viabilizar a organização do atendimento online aos estudantes. As atividades de casa, as avaliações e correções das tarefas seguem a cargo dos seus professores.

Uma das principais atuações do professor, segundo as orientações do ministério está em lecionar nas salas virtuais da plataforma para complementar as práticas propostas pela trilha formativa. As aulas virtuais com o professor visam ainda diminuir o isolamento social dos alunos, mantendo uma dinâmica de grupo e contato regular com os seus professores. É a partir desta ferramenta que os docentes podem aconselhar os alunos em suas atividades e disponibilizar recursos educacionais adicionais, garantindo a sua progressão educacional no curso a distância.

A atuação do professor como facilitador das trilhas formativas

Em relação ao papel do professor neste processo, o Ministério da Educação estabeleceu uma série de protocolos para a sua atuação junto aos estudantes, de acordo com a etapa em que lecionam. As responsabilidades são definidas em pequenos documentos orientadores (disponíveis nas referências deste texto).

Dada a relevância destes materiais em meio a discussão que vivemos, cabe um detalhamento maior destas orientações, já que trazem de forma explícita o que é esperado dos professores no que tange o planejamento pedagógico, a execução das atividades e a interação com as famílias.  

De acordo com o protocolo, cabe aos professores do ensino primário:

1 – USAR RECURSOS PEDAGÓGICOS E DOCUMENTOS DE TRABALHO PARA ESTUDANTES

  • selecionar atividades adaptadas à situação excepcional e realizáveis ​​em um contexto familiar (de tipo de exercícios de reinvestimento)
  • Permitir que as sessões educacionais on-line da CNED sejam disponibilizadas no “Minha turma em casa ” e me treine para usar a sala de aula virtual
  • Consultar o site da DANE (Délégation académique au numérique éducatif ou Delegação Nacional para a Educação Digital, responsável pela implementação do Plano Digital de Educação na França, instituído em 2015. Saiba mais em http://www.dane.ac-versailles.fr/la-dane/qu-est-ce-que-la-dane/)

2 – ORGANIZAR TROCAS COM ESTUDANTES E FAMÍLIAS

  • Transmitir materiais e documentos de ensino pela solução eletrônica escolhida
  • Planejar atividades impressas para estudantes cujas famílias não têm conexão internet
  • Enviar instruções aos pais para regular as atividades diárias (horário e limitação de tempo da tela, especialmente para os mais jovens, monitoramento do progresso)
  • Informar às famílias o planejamento dos envios e, se necessário, o horário de abertura das aulas virtuais (dependendo das necessidades dos alunos e das escolhas feitas)

3 – IMPLEMENTAR AS AÇÕES DIDÁTICAS

  • Usar vários modos complementares de ensino a distância: mensagens, blog, espaços colaborativos, para manter um vínculo educacional tranquilizador com seus alunos
  • Trabalhar remotamente e conversar com os alunos regularmente
  • Manter-se informado da evolução da situação conversando com o diretor da escola

O documento orientador define as seguintes responsabilidades aos professores do segundo grau:

1 – DAR INFORMAÇÃO AOS ALUNOS

  • Garantir que os alunos saibam usar os recursos e aplicações específicas da disciplina.
  • Explique aos alunos os métodos escolhidos para trabalhar remotamente: uso do ORL, trabalhando de forma independente, usando a plataforma CNED.

2 – PREPARAR-SE

3 – ADAPTAR SEU ENSINO

  • Planejar sequências compatíveis com a educação a distância.
  • Refletir sobre o uso de aulas virtuais e sua articulação com o trabalho em autonomia do aluno.
  • Adaptar o trabalho exigido dos alunos nas trilhas formativas (produções escritas, etc.);

4 – ORGANIZAR TROCAS COM ESTUDANTES E FAMÍLIAS

  • Transmitir documentos educacionais e coletar produções dos alunos.
  • Transmitir instruções aos pais para regular a atividade diária.
  • Informar as famílias sobre o planejamento das remessas e, se aplicável, o cronograma de abertura das aulas virtuais.

Além dos protocolos de implementação, as orientações englobam tutoriais para apoiar os professores na criação das salas de aula virtuais no ambiente Ma classe à la Maison, bem como os tutoriais de utilização da plataforma (para alunos e professores), detalhando os recursos disponíveis para as sessões online.

Ação intersetorial para fortalecer a ação de continuidade pedagógica

Este ponto trata do esforço do Ministério em garantir que o maior número de recursos educacionais chegue aos estudantes. Essa estratégia extrapola a estrutura do próprio órgão. Nesse sentido citamos a ação que compõe o título deste artigo: Operation Nation Apprenante (ou Operação Nação Aprendiz, de acordo com o meu fraco conhecimento na língua francesa).

O governo francês lançou no dia 16 de Março, em parceria com alguns veículos de comunicação em massa (dentre eles os canais da France Télévisions e a programação da Radio France), uma ação para oferecer aos professores, alunos e suas famílias uma programação vinculada aos conteúdos escolares.  Todos os programas estarão acessíveis em podcast, streaming ou  reprodução nos sites do Ministério. O aplicativo Radio France oferece ainda uma seção que leva o nome do projeto, incluindo todo o conteúdo educacional de seus canais de forma gratuita.

Ao mesmo tempo, duas grandes plataformas de conteúdos em streaming (www.lumni.fr e https://educ.arte.tv/) disponibilizaram recursos educacionais para que os alunos possam aprender e concluir suas lições de casa. Na plataforma Lumni, os professores têm acesso a cerca de 3000 recursos digitais, indexados por nível e disciplinas do programa escolar para preparar, ilustrar ou estender seu curso e compartilhá-los com seus alunos.

Ultimo ponto: como apoiar as famílias neste processo?

Vamos abordar agora uma questão tratada no Brasil como o grande gargalo para a inserção de soluções EAD em sistemas públicos de educação. Como apoiar alunos e famílias que não tem acesso à internet de qualidade, computadores ou dispositivos smartphone para realizar as tarefas de forma remota?

Este é um desafio relevante que foi explorado recentemente em um material produzido pela organização da Sociedade Civil   Campanha Nacional pelo Direito à Educação, de atuação muito relevante pela melhoria da educação pública brasileira.

Em seu Guia COVID-19 Educação e Proteção de Crianças e Adolescentes (documento em dois volumes de leitura altamente recomendada), no segundo volume, dedicado aos tomadores de decisão do Poder Público, recomenda que as soluções EAD não sejam utilizadas como alternativa à flexibilização da carga horária nas escolas. E se for necessário aderir a esta modalidade, que seu uso seja restrito à plataformas de recursos abertos, oferecidos pelo MEC (que mantém a plataforma MEC Red) para garantir a privacidade dos dados dos estudantes.

O principal argumento é que as crianças e  adolescentes em maior situação de vulnerabilidade ficam ainda mais prejudicados com essa escolha, ampliando as desigualdades educacionais e sociais há existentes. O documento traz outros argumentos muito consistentes e a leitura deste material pode ser feita a partir do link no parágrafo anterior ou nas referências deste artigo.

Voltando para o plano de continuidade pedagógica proposto pelo governo francês, parte das orientações está voltada aos responsáveis, inclusive para os que se encontram em situação de “vulnerabilidade tecnológica”.

Para os pais e responsáveis que possuem internet, recomenda-se que:

  • Consultar regularmente os sites da academia para  ler informações importantes;
  • Buscar  instruções da equipe de ensino para que o aluno realize atividades escolares, necessárias para reativar lições anteriores ou abordar novos capítulos;
  • Abrir uma conta para o aluno na plataforma CNED “Minha turma em casa” e apoiá-lo a começar com esta ferramenta.  
  • Acessar os recursos que estão online no site do departamento departamental de educação nacional (DSDEN) ou no site acadêmico.

 Para aqueles sem conexão com a internet, recomenda-se que:

  • Entrar em contato com o diretor da escola para obter os apoios das atividades desenvolvidas que permitirão que meu filho consolide suas habilidades;
  • Buscar  as instruções e os vários apoios, por correio ou pela prefeitura, que receberá os documentos e os deixarão a disposição;
  • Encorajar os alunos a ler, escrever e contar.

Além das orientações apresentadas nos protocolos acima, o Ministério da Educação estabeleceu em todas as cidades, desde o dia 16 de março, pontos de apoio para comunicação às famílias sobre o plano de continuidade pedagógica. O atendimento é feito via telefone e email por  equipes designadas pelo governo para realizar este suporte.

Conclusão

Não foi a intenção desta postagem realizar uma análise com foco nas projeções de êxito das ações educacionais do sistema educacional francês, frente ao desafio da pandemia na Europa. Não será fácil mensurar os impactos do isolamento social prolongado nos níveis de engajamento dos alunos e das famílias, tampouco avaliar a eficácia das ações num contexto que pode ser impactado ainda por questões políticas, sociais, ambientais ou econômicas, caso o período de contaminação do COVID-19 se prolongue para além do esperado.

O objetivo deste texto foi simplesmente descrever esta experiência, que assim como a brasileira, está em construção. Talvez possamos avaliar o quanto essas ações podem inspirar nossas redes estaduais ou municipais a construir soluções semelhantes, com as adaptações necessárias. Por isso, vou tentar sistematizar alguns insights que surgiram a luz das leituras e da produção deste texto :

  • O programa de continuidade pedagógica dos franceses visa inicialmente fortalecer aprendizagens já consolidadas nas escolas, mediadas pelo uso de ferramentas tecnológicas. Vale a pena entender como a estratégia será redefinida se for necessário estender este prazo;
  • As trilhas formativas apresentadas aos alunos estão focadas no currículo nacional e na progressão das aprendizagens de forma personalizada, com a mediação dos professores nas salas de aula virtuais;
  • Vale a pena mergulhar nas atividades das plataformas e avaliar se não apenas “repositórios” das trilhas formativas ou realizam outros tipos de mediação;
  • O papel dos professores é definido por protocolos de ação. Cabe aos docentes apoiar    os alunos no desenvolvimento das atividades propostas nas trilhas formativas para que possam progredir ao final das quatro semanas. Neste caso é importante avaliar os ganhos e perdas deste processo, considerando o contexto emergencial e a capacidade das escolas de construir trilhas e estabelecer referências personalizadas de progressão dos seus alunos em um curto espaço de tempo;
  • É importante mensurar e avaliar o papel dos canais de tv aberta, rádio, streaming, podcasts e outras ferramentas no processo pedagógico do plano de continuidade francês. No Brasil, essa prática não parece ser apoiada pelo atual governo federal. No entanto, dada a amplitude dos canais de comunicação mobilizados é interessante ficar de olho nos resultados;
  • É importante acompanhar o impacto da massificação dos conteúdos educacionais na TV, rádio e internet nos níveis de engajamento dos alunos e responsáveis ao longo do tempo. Principalmente se o período de isolamento social se estender mais que o necessário;
  • Há uma aparente preocupação em apoiar as famílias para que os alunos possam realizar as atividades em casa. Este apoio foi planejado considerando as desigualdades educacionais, com suporte telefônico, possibilidade de receber as atividades pelo correio e contatar os gestores e professores ao longo da trilha formativa.

Que esta breve descrição do modelo francês e as reflexões finais possam, de alguma forma, inspirar tomadores de decisão, gestores e professores a encontrar as melhores soluções para o momento ímpar que vivemos na educação brasileira.

Não esqueça de deixar seus comentários.

Referências

Link de acesso à plataforma virtual – Minha Classe em Casa – Ensino Primário – https://ecole.cned.fr  

Link de acesso à plataforma virtual – Minha Classe em Casa – Ensino Secundário – https://ecole.cned.fr  

Plano de Continuidade educacional – Protocolo de responsabilidades para professores de 1º grau

Plano de continuidade educacional – Protocolo de responsabilidades para professores de 2º grau

Guia COVID-19 Educação e Proteção de Crianças e Adolescentes –  Campanha nacional pelo Direito a Educação – Volumes 1 e 2

Página com as informações sobre o Plano de Continuidade educacional da França https://www.education.gouv.fr/coronavirus-covid-19-informations-et-recommandations-pour-les-etablissements-scolaires-et-les-274253

Orientações para o uso da plataforma  Minha Classe em Casa – https://www.education.gouv.fr/ma-classe-la-maison-mise-en-oeuvre-de-la-continuite-pedagogique-289680

Lista para consulta das transmissões de programas da Operação Nação Aprendiz – https://eduscol.education.fr/cid150496/operation-nation-apprenante.html  

Dados estatísticos sobre a educação francesa 2019 – https://www.education.gouv.fr/sites/default/files/2020-02/depp-enc-2019-pdf-43448.pdf

Um comentário em “Experiência de continuidade pedagógica francesa frente ao Coronavirus: A “Operação Nação Aprendiz”

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